O regresso do S.M.O.
Com a queda da URSS em 1991, e a consequente desestruturação do regime soviético, em termos territoriais e admnistrativos, bem como o fim do Pacto de Varsóvia, o homólogo da OTAN, na Europa, Portugal incluído, assentaram-se as premissas militares, em um novo conceito, uma nova doutrina.
No rescaldo dos acontecimentos, tomou-se como certa e garantida a derrota soviética perante a Europa, e o seu braço armado, a OTAN, uma mera derrota admnistrativa diga-se em abono da verdade.
A eclosão dos conflitos no Leste Europeu no pós guerra fria (1991-2001), bem como a intervenção criminosa e terrorista da OTAN nesses conflitos, tornaram este clube belicista, na potência militar na planicie europeia. Os sucessivos avanços da aliança atlântica rumo a Este, conferiram a ilusão de invencibilidade no projecto tecno-militar atlanticista.
Porque é extremamente importante conhecer o passado, para melhor se erigir o futuro, o Ocidente, sem qualquer tipo de prova dada, encerrando-se na arrogância que lhe é nata, menosprezou por completo, aqueles que por oito vezes derrotaram os turcos, que dizimaram os franceses de Napoleão, e venceram o nazismo alemão, pelo caminho ainda ficaram Otomanos, Mongóis, Chineses, Japonenses, e a cereja no topo do bolo, Finlandeses e Suecos.
Recentemente, e daí hoje esta aflição, os pupilos do nazismo de Stepan Bandera, que a par e passo, lá se vão encontrando com o seu mentor no inferno, a Ucrânia, o novo berço do nazismo, está a ser cilindrada sem dó nem piedade hoje, e nada existe que contrarie esse desfecho.
Não deixa de ser até, compreensivél, que a Europa se queira remilitarizar, ainda que o faça sob falso pretexto, encapuçado de suposta “civilidade” súbita. No caso particular de Portugal, retomar o S.M.O. segundo o pretexto de “utilidade cívica”, é um paradoxo, mas faz sentido e está dotada de lógica; partindo do princípio, que o sistema de ensino actual, é uma fábrica de terrorismo, na sua componente teórica, faz sentido se retomar o S.M.O., para que se forme na practica os mesmos mancebos que receberam a formação através do circuito educativo, compete às Forças Armadas, a instrucção práctica, de tais manuais teóricos. A história é um ciclo, e como tal repete-se, cessou-se o S.M.O. de forma equivocada, e pretende-se agora, com base em equivocos, retomar o serviço. O primeiro erro foi extinguir o S.M.O., o segundo é trazer-lo pelos motivos errados. além dos custos que tal desvaneio acarreta, e mais importante que custos, é apresentar os ganhos decorrentes de tal “investimento”…
Há cinco décadas, que se continua a trilhar o caminho errado, é quase obsessesiva esta natureza que nos tolda a lucidez.
Voltando ao ponto de partida, o S.M.O.
Para se executar o retrocesso, é primeiro necessário reestruturar a instituição militar no seu conjunto global, algo que demora, e significa investimento. Naturalmente, nada acontece por mero factor casuístico, por imposição da OTAN, Portugal tem de dobrar o gasto militar, de 1pp do PIB ao ano, para 2pp anuais, se com gastos na ordem do ponto percentual, e fechando o sistema há profissionalização, se tornou obsoleta a instituição militar, agora com 2 pontos percentuais do PIB, e portas abertas há mancebagem moderna, vai ser um serviço fúnebre dispendioso….
Por definição própria, as F.A. são um dos pilares da Ordem, da Disciplina e do respeito Hierárquico. Por obrigação, as mesmas, constituem se na garantia da defesa interna e externa da Nação, da garantia de soberania e indepêndencia, além de actuarem como forças de segurança, mas, não ao serviço do Estado, tal como se apresenta hoje, mas da Nação, e a Nação não é nem o Estado, nem o governo.
Em termos conceptuais, nenhum movimento militar deveria derrubar o Estado (ou governo), mas por outro lado, nenhum Estado (ou governo) deveria se apoderar da Nação, o 25 de Abril de 1974, marcou, não uma reposiçao do que quer que seja, mas sim, a promiscuidade entre militares e terroristas, com um golpe palaciano, os militares de abril, entregaram uma nação a um punhado de criminosos. até podiam ter boa intenção os militares, mas falharam e nunca rectificaram o erro, por conveniência.
Portanto, cuidado com o que se pede…
Pode parecer contraditório, mas apoio firmemente o regresso do S.M.O., desde que o mesmo sirva os interesses da nação e da nação somente, se for para servir os interesses de um grupo terrorista como a OTAN, então sou veemente contra, quem quiser morrer por causas alheias, vá por contracto, e mantenham-se as F.A. como estão, mercenearizadas, os mercenários é que actuam por dinheiro.
Envergar uma farda militar, deveria ser motivo de honra, brio e orgulho, mercenários fardados são terroristas.
Portugal não está em guerra com ninguém, e de forma nenhuma é responsavél pelos desvaríos de loucos, quem quer guerra, que a combata, nem mesmo os espanhois, os nossos arqui-inimigos de estimação planeiam nos invadir e declarar guerra, já têm problemas sozinhos que cheguem…
Concluo reafirmando que, pela atitude certa, pelos valores correctos e pela Nação únicamente, o S.M.O. deve regressar, de outra forma, não.